segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Hoje 11 de agosto, faleceu meu avô, aquele que por vezes fui indiferente. Dói, dói muito tudo isso. Essa vontade louca de dizer que nunca fiz por mal, que nunca tive a intenção de magoar alguém, que sempre quis ser uma neta excelente. Dói. Não disse nada disso, apenas chorei, apenas sinto toda a culpa de não ter me importado antes. Parece velho o chavão de dizer tudo que pensamos antes que a pessoa morra, mas é tanta verdade que preferimos não encarar. São nesses momentos que enxerguei de uma forma desesperada a necessidade que tenho de algumas pessoas, quis tanto ligar e dizer que me importo, que os amo, que são as pessoas mais incríveis do mundo. A morte mexe muito com a gente, a morte encerra todos os nossos sonhos, conquistas, brigas, a morte simplesmente te faz repensar com quem quer viver, aonde quer morar, quem amar. Não tenho muito tempo no momento para escrever isto, mas coloco aqui nestas linhas o pedido que mais atravessa minha mente nesse silêncio. Preciso de você, aqui, preciso de você que sempre esteve disposto a me entender. Sinto muito se confudi sua vida, mas eu realmente preciso. Isso não é um pedido, é um lamento, é uma dor, apenas pensamentos.
A morte chega de repente, e ela não está interessada se você está ou não no emprego ideal, com a pessoa certa, com os amigos verdadeiros, ela vem e só isso. É a verdadeira solidão.

Camila Meneghetti

2 comentários:

Fernando disse...

=S

Matheus Pedroza disse...

Passei só pra dar uma espiada e vi esse post.

Tem horas que pe difícil dizer alguma coisa. As palavras somem. Talvez, se lhe conhecesse pessoalmente, lhe daria só um abraço apertado. Como isso não é possível, espero que isso tudo passe logo...

bjos