terça-feira, 2 de setembro de 2008

E ontem enquanto eu lia, lançei um olhar demorado sobre o meu marca páginas, ou seu antigo marca páginas e achei irônico de certa forma. Antes era o meu livro e você com seu marca páginas e agora sou eu com um livro estranho e seu marca páginas. Não não, confuso demais, exponho dessa forma, você em algum momento já esteve com o meu livro, pensando em mim e lido New York Times. Claro que entendo e sei que não importa mais da maneira que eu quero, e sim algum carinho por uma lembrança. Normal. Mas eu sorri e fiquei pensando que você tem algumas fotos nossas, enquanto continuo com seu marca páginas.
Acho que se alguém ler isso irá me considerar uma espécie de desesperada, tentando de alguma forma através de palavras reconquistar alguém, sim, de certa forma já fui ou ainda sou, mas não nesse momento, não agora. Mesmo que esteja confusa dos pés a cabeça, mesmo que eu não pare direito para pensar, não tento aqui reconquistar algo. Porque não existe mais nada a ser reconquistado, ou devolvido. É o fim, aquele que eu demorei muito para aceitar. Pesa um pouco, mas amanhã quem sabe pese menos e assim vou indo, porque de certa forma você foi uma página, e eu sou um livro.



Camila Meneghetti

Um comentário:

Máa ;* disse...

eu sempre estou confusa dos pés a cabeça, já até me acostumei!

'porque de certa forma você foi uma página, e eu sou um livro.'
amei, amei ..

ficou muito bom teu texto!
parabéns ;*